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authorSilvio Rhatto <rhatto@riseup.net>2016-01-15 12:35:04 -0200
committerSilvio Rhatto <rhatto@riseup.net>2016-01-15 12:35:04 -0200
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Books
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--- /dev/null
+++ b/books.mdwn
@@ -0,0 +1,5 @@
+[[!meta title="Livros"]]
+
+Resenhas, anotações, fichamentos e divertimentos.
+
+[[!inline pages="page(books*)" archive="yes"]]
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--- /dev/null
+++ b/books/amor-liquido.mdwn
@@ -0,0 +1,40 @@
+[[!meta title="Amor Líquido"]]
+
+* Ratos, 20.
+* Amor e criatividade, 21.
+* Amor, doação, alteridade, 24.
+* Economia moral, criatividade, rotina, anarquia, 93-96:
+
+ São essas as capacidades que constituem os esteios da "economia moral" -
+ cuidado e auxílio mútuos, viver _para_ os outros, urdir o tecido dos
+ compromissos humanos, estreitar e manter os vínculos inter-humanos, traduzir
+ direitos em obrigações, compartir a responsabilidade pela sorte e o bem-estar
+ de todos - indispensável para tapar os buracos escavados e conter os fluxos
+ liberados pelo empreendimento, eternamente inconcluso, da estruturação.
+
+ [...]
+
+ Os principais alvos do ataque do mercado são os seres humanos _produtores_.
+ Numa terra totalmente conquistada e colonizada, somente _consumidores_
+ humanos poderiam obter permissão de residência. [...] O Estado obcecado
+ com a ordem combateu (correndo riscos) a anarquia, aquela marca registrada
+ da _communitas_, em função da ameaça à rotina imposta pelo poder. O mercado
+ consumidor obcecado pelos lucros combate essa anarquia devido à turbulenta
+ capacidade produtiva que ela apresenta, assim como apo potencial para a
+ autossuficiência que, ao que se suspeita, crescerá a partir dela. É porque
+ a economia moral tem pouca necessidade do mercado que as forças deste se
+ levantam contra ela.
+
+ -- 96
+
+* Jogo, descartabilidade do humano, 111.
+* David Harvey, política local/global, 124.
+* Filantropia, verdade, Hannah Arendt, 179.
+* Diálogo, jogo, discussão 181.
+* Finale:
+
+ Na era da globalização, a causa e a política da humanidade compartilhada
+ enfrentam a mais decisiva de todas as fases que já atravessaram em sua longa
+ história.
+
+ -- 185
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index 0000000..78963e1
--- /dev/null
+++ b/books/amor-poesia-sabedoria.mdwn
@@ -0,0 +1,3 @@
+[[!meta title="Amor, poesia, sabedoria"]]
+
+* Autor: Edgar Morin.
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index 0000000..83f1d89
--- /dev/null
+++ b/books/arte-da-vida.mdwn
@@ -0,0 +1,7 @@
+[[!meta title="Arte da vida"]]
+
+* Classe média, ansiedade, obsessão, 64, 65.
+* Utopia, distopia, novo homem, acidente, 131.
+* Terceiro homem, 157.
+* Reciprocidade, responsabilidade, 160.
+* Organização, 163.
diff --git a/books/arte-de-amar.mdwn b/books/arte-de-amar.mdwn
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index 0000000..3e5a54b
--- /dev/null
+++ b/books/arte-de-amar.mdwn
@@ -0,0 +1,78 @@
+[[!meta title="A Arte de Amar"]]
+
+ O homem é dotado de razão; é a vida consciente de si mesma; tem,
+ consciência de si, de seus semelhantes, de seu passado e das possibilidades de
+ seu futuro. Essa consciência de si mesmo como entidade separada, a
+ consciência de seu próprio e curto período de vida, do fato de haver nascido
+ sem ser por vontade própria e de ter de morrer contra sua vontade, de ter de
+ morrer antes daqueles que ama, ou estes antes dele, a consciência de sua
+ solidão e separação, de sua impotência ante as forças da natureza e da
+ sociedade, tudo isso faz de sua existência apartada e desunida uma prisão
+ insuportável. Ele ficaria louco se não pudesse libertar-se de tal prisão e
+ alcançar os homens, unir-se de uma forma ou de outra com eles, com o
+ mundo exterior.
+
+ -- 15
+
+ a união com o grupo é o modo predominante de superar a
+ separação, É uma união em que o ser individual desaparece em ampla escala,
+ em que o alvo é pertencer ao rebanho. Se sou como todos os mais, se não
+ tenho sentimentos ou pensamentos que me façam diferentes, se estou em
+ conformidade com os costumes, idéias, vestes, padrões do grupo, estou salvo;
+ salvei-me da terrível experiência da solidão.
+
+ -- 18
+
+ não importando que esse uso fosse cruel ou “humano”.
+ Na sociedade capitalista contemporânea, o significado de igualdade
+ transformou-se. Por igualdade, faz-se referência à igualdade dos autômatos,
+ dos homens que perderam sua individualidade. Igualdade, hoje significa
+ “mesmice”, em vez de “unidade”. É a mesmice das abstrações, dos homens
+ que trabalham nos mesmos serviços, têm as mesmas diversões, lêem os
+ mesmos jornais, experimentam os mesmos sentimentos e as mesmas idéias.
+
+ [...]
+
+ A sociedade contemporânea advoga esse ideal de igualdade não individualizada,
+ porque necessita de átomos humanos, cada qual o mesmo, a fim de fazê-los
+ funcionar numa agregação de massa, suavemente, sem fricções, obedecendo todos
+ ao mesmo comando e, contudo, convencido cada qual de estar seguindo seus
+ próprios desejos. Assim como a moderna produção em massa exige a padronização
+ dos artigos, também o processo social requer a padronização do homem, e tal
+ padronização é chamada “igualdade”.
+
+ -- 20
+
+ Mesmo seu funeral, que ele antevê como o último de seus grandes eventos
+ sociais, está em estreita conformidade com os padrões. Além da conformidade
+ como meio de aliviar a ansiedade que nasce da
+
+ -- 21
+
+ Quase não é necessário acentuar o fato de que a capacidade de dar
+ depende do desenvolvimento do caráter da pessoa. Pressupõe o alcançamento
+ de uma orientação predominantemente produtiva; nessa orientação a pessoa
+ superou a dependência, a onipotência narcisista, o desejo de explorar os
+ outros, ou de amealhar, e adquiriu fé em seus próprios poderes humanos,
+ coragem de confiar em suas forças para atingir seus alvos. No mesmo grau em
+ que faltarem essas qualidades é ela temerosa de dar-se — e, portanto, de amar.
+
+ -- 27
+
+ Cuidado, responsabilidade, respeito e conhecimento são mutuamente
+ interdependentes. Constituem uma síndrome de atitudes que vamos encontrar
+ na pessoa amadurecida, isto é, na pessoa que desenvolve produtivamente seus
+ próprios poderes, que só quer ter aquilo por que trabalhou, que abandonou os
+ sonhos narcisistas de onisciência e onipotência, que adquiriu humildade
+ alicerçada na força íntima somente dada pela genuína atividade produtiva.
+ Até aqui falei do amor como a superação da separação humana, como o
+
+ -- 31
+
+ Problema: considera o homossexualismo como desvio e fracasso.
+
+ -- 32
+
+ Segurança, prisão.
+
+ -- 93
diff --git a/books/enamoramento-amor.mdwn b/books/enamoramento-amor.mdwn
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index 0000000..597ee95
--- /dev/null
+++ b/books/enamoramento-amor.mdwn
@@ -0,0 +1,56 @@
+[[!meta title="Enamoramento e Amor"]]
+
+ Em todos os períodos históricos que antecedem um movimento social,
+ em todas as histórias pessoais que antecedem um enamoramento, há
+ sempre uma grande preparação em consequência de uma mutação, de uma
+ deterioração nas relações com as coisas amadas. Nesses períodos, os
+ velhos mecanismos, o de depressão e o de perseguição, continuam
+ funcionando. Protegemos com toda a força o nosso ideal, escondendo
+ o problema. A consequência é que o movimento coletivo (o enamoramento)
+ golpeia sempre de improviso. Era uma pessoa tão gentil e afetuosa, diz
+ o marido (ou a mulher) abandonado. Era tão feliz comigo, pensa. Na
+ realidade, ela já estava procurando uma alternativa, só que a rejeitava
+ obsessivamente.
+
+ -- págs. 16-17
+
+ As pessoas enamoradas (e muitas vezes ambas conjuntamente) revêem o passado
+ e se dão conta de que o que aconteceu foi assim porque, naquele momento,
+ fizeram opções, que elas quiseram e agora não querem mais. O passado
+ não é negado nem oculto, é privado de valor. É verdade que amei e odiei meu marido,
+ mas não o odeio mais; enganei-me, mas posso mudar. Então o passado se configura
+ como pré-história, e a verdadeira história começa agora. Desse modo terminam
+ o ressentimento, o rancor e o desejo de vingança. [...] Seu passado adquiriu
+ outro significado à luz de seu novo amor. No fundo, pode até continuar gostando
+ do marido ou da mulher justamente por estar apaixonada. A alegria desse amor a torna
+ dócil, meiga, boa. É geralmente a outra pessoa enamorada que não aceita esse
+ fato, que não acredita nele.
+
+ -- pág. 19
+
+ Por exemplo, ele diz que me ama, mas não me leva com ele na sua vida,
+ coloca-me à parte do seu trabalho; quando ele viaja, não viaja comigo;
+ quer confinar-me à figura da amante que se encontra que se encontra de
+ vez em quando, da amante silenciosa que ama à sombra. Ele continua a ser
+ o mesmo, não pôe em risco suas relações, mantendo-as todas. Eu tenho de
+ ser somente seu refúgio secreto, devo reduzir minha vida a um esperar
+ que venha quando bem quiser, de acordo com as regras que se atribui.
+ Não, não posso aceitar isso; para mim, isso é um não-viver. Para outra
+ mulher, poderia ser, teria sido também para mim no passado, mas agora não.
+ Agora quero uma vida plena. Agora peço-lhe coisas: ''Posso ir com você?''
+ Minha pergunta é uma prova. Se responde que não, quer dizer que me afasta
+ para onde eu não posso existir.
+
+ -- pág. 61
+
+ No início, vai procurar lutar, conquistá-lo com o fascínio, com todos os
+ cuidados e dedicação, mudando sua própria maneira de ser, mas quando
+ compreender que o ser amado não o ama mais, não lhe resta mais nada a
+ fazer senão empunhar a espada da separação. A força que lhe resta permite-lhe
+ cortar as mãos que se estendem até esse ser querido, cegar os olhos que o
+ procuram por toda a parte. Pouco a pouco, para não mais desejar a quem amou,
+ deverá encontrar nele razões para se desenamorar; deverá procurar refazer
+ o que viveu, cobrindo de ódio tudo aquilo que foi. O ódio será sua tentativa de
+ destruir o passado, mas é um ódio impotente
+
+ -- pág. 67
diff --git a/books/livro-da-dor-e-do-amor.mdwn b/books/livro-da-dor-e-do-amor.mdwn
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index 0000000..da979f7
--- /dev/null
+++ b/books/livro-da-dor-e-do-amor.mdwn
@@ -0,0 +1,98 @@
+[[!meta title="O Livro da Dor e do Amor"]]
+
+ A imagem do ser perdido não deve se apagar; pelo
+ contrário, ela deve dominar até o momento em que — graças ao luto
+ — a pessoa enlutada consiga fazer com que coexistam o amor pelo
+ desaparecido e um mesmo amor por um novo eleito. Quando essa
+ coexistência do antigo e do novo se instala no inconsciente, podemos
+ estar seguros de que o essencial do luto começou.
+
+ -- 13
+
+ Eu também estava surpreso de ter
+ expresso espontaneamente, em tão poucas palavras, o essencial da
+ minha concepção de luto, segundo a qual a dor se acalma se a pessoa
+ enlutada admitir enfim que o amor por um novo eleito vivo nunca
+ abolirá o amor pelo desaparecido.
+
+ -- 14
+
+ dar um sentido à dor do outro significa, para o psicanalista,
+ afinar-se com a dor, tentar vibrar com ela, e, nesse estado de resso-
+ nância, esperar que o tempo e as palavras se gastem.
+
+ -- 16
+
+ Ao longo destas páginas, gostaria de transmitir o que eu próprio aprendi,
+ isto é, que a dor mental não é necessariamente patológica; ela baliza
+ a nossa vida como se amadurecêssemos a golpes de dores sucessivas.
+
+ -- 17-18
+
+ Para quem pratica a psicanálise, revela-se com toda a evidência —
+ graças à notável lente da transferência analítica — que a dor, no coração
+ do nosso ser, é o sinal incontestável da passagem de uma prova. Quando
+ uma dor aparece, podemos acreditar, estamos atravessando um limiar,
+ passamos por uma prova decisiva. Que prova? A prova de uma
+ separação, da singular separação de um objeto que, deixando-nos súbita
+ e definitivamente, nos transtorna e nos obriga a reconstruir-nos.
+
+ -- 18
+
+ O luto
+ do amado é, de fato, a prova mais exemplar para compreender a natureza
+ e os mecanismos da dor mental. Entretanto, seria falso acreditar que a
+ dor psíquica é um sentimento exclusivamente provocado pela perda de
+ um ser amado. Ela também pode ser dor de abandono, quando o amado
+ nos retira subitamente o seu amor; de humilhação quando somos
+ profundamente feridos no nosso amor-próprio; e dor de mutilação
+ quando perdemos uma parte do nosso corpo. Todas essas dores são,
+ em diversos graus, dores de amputação brutal de um objeto amado, ao
+ qual estávamos tão intensa e permanentemente ligados que ele regulava
+ a harmonia do nosso psiquismo. A dor só existe sobre um fundo de amor.
+
+ -- 18
+
+ Antes de tudo, a dor é um afeto, o derradeiro
+ afeto, a última muralha antes da loucura e da morte. Ela é como que
+ um estremecimento final que comprova a vida e o nosso poder de nos
+ recuperarmos. Não se morre de dor. Enquanto há dor, também temos
+ as forças disponíveis para combatê-la e continuar a viver. É essa noção
+ de dor-afeto que vamos estudar nos primeiros capítulos.
+
+ -- 19-20
+
+ Quer se trate de uma dor corporal provocada por uma lesão dos
+ tecidos ou de uma dor psíquica provocada pela ruptura súbita do laço
+ íntimo com um ser amado, a dor se forma no espaço de um instante.
+ Entretanto, veremos que a sua geração, embora instantânea, segue um
+ processo complexo. Esse processo pode ser decomposto em três tem-
+ pos: começa com uma ruptura, continua com a comoção psíquica que
+ a ruptura desencadeia, e culmina com uma reação defensiva do eu para
+ proteger-se da comoção. Em cada uma dessas etapas, domina um
+ aspecto particular da dor.
+
+ -- 20
+
+ Como diferencia ele cada um desses afetos? Propõe o
+ seguinte paralelo: enquanto a dor é a reação à perda
+ efetiva da pessoa amada, a angústia é a reação à
+ ameaça de uma perda eventual.
+
+ -- 27
+
+ Mas qual é essa reação? Diante do transtorno pul-
+ sional introduzido pela perda do objeto amado, o eu
+ se ergue: apela para todas as suas forças vivas —
+ mesmo com o risco de esgotar-se — e as concentra
+ em um único ponto, o da representação psíquica do
+ amado perdido. A partir de então, o eu fica inteira-
+ mente ocupado em manter viva a imagem mental do
+ desaparecido. Como se ele se obstinasse em querer
+ compensar a ausência real do outro perdido, magnifi-
+ cando a sua imagem. O eu se confunde então quase
+ totalmente com essa imagem soberana, e só vive
+ amando, e por vezes odiando a efígie de um outro
+ desaparecido.
+
+ -- 28
diff --git a/books/puzzle-palace.mdwn b/books/puzzle-palace.mdwn
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index 0000000..c59d943
--- /dev/null
+++ b/books/puzzle-palace.mdwn
@@ -0,0 +1,47 @@
+[[!meta title="Puzzle Palace"]]
+
+ The key to the legislation could have been dreamed up by Franz Kafka: the
+ establishment of a supersecret federal court. Sealed away behind a
+ cipher-locked door in a windowless room on the top floor of the Justice
+ Department building, the Foreign Intelligence Surveillance Court is most
+ certainly the strangest creation in the history of the federal Judiciary. Its
+ establishment was the product of compromises between legislators who wanted the
+ NSA and FBI, the only agencies affected by the FISA, to follow the standard
+ procedure of obtaining a court order re- quired in criminal investigations, and
+ legislators who felt the agencies should have no regulation whatsoever in their
+ foreign intelligence surveillances.
+
+ [...]
+
+ Almost unheard of outside the inner sanctum of the intelligence
+ establishment, the court is like no other. It sits in secret session, holds no
+ adversary hearings, and issues almost no public opinions or reports. It is
+ listed in neither the Government Organization Manual nor the United States
+ Court Directory and has even tried to keep its precise location a secret. "On
+ its face," said one legal authority familiar with the court, "it is an affront
+ to the traditional American concept of justice."
+
+ -- page 453
+
+ [...]
+
+ Then there is the last, and possibly most intriguing, part of the definition,
+ which stipulates that NSA has not "acquired" anything until the communication
+ has been processed "into an intelligible form intended for human inspection."
+ NSA is there- fore free to intercept all communications, domestic as well as
+ foreign, without ever coming under the law. Only when it selects the "contents"
+ of a particular communication for further "proc- essing" does the FISA take
+ effect.
+
+ -- page 458
+
+ Like most things in Britain, the practice of eavesdropping is
+ deeply rooted in tradition and probably dates back at least to
+ 1653. In that year Lord Thurloe created what was known as
+ "The Secret Office," which specialized in clandestinely opening
+ and copying international correspondence. That custom later
+ carried over to telegrams and finally the telephone shortly after
+ it was first introduced in England in 1879.
+
+ -- page 487
+
diff --git a/books/sociedade-contra-o-estado.mdwn b/books/sociedade-contra-o-estado.mdwn
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index 0000000..dfe9d6e
--- /dev/null
+++ b/books/sociedade-contra-o-estado.mdwn
@@ -0,0 +1,18 @@
+[[!meta title="A sociedade contra o Estado"]]
+
+ Se entendermos por técnica o conjunto dos processos de que se munem os homens,
+ não para assegurarem o domínio absoluto da natureza (isso só vale para o nosso
+ mundo e seu insano projeto cartesiano cujas consequências ecológicas mal
+ começamos a media), mas para garantir um domínio do meio natural _adaptado e
+ relativo às suas necessidades_, então não mais podemos falar em inferioridade
+ técnica das sociedades primitivas: elas demonstram uma capacidade de satisfazer
+ suas necessidades pelo menos igual àquela de que se orgulha a sociedade
+ industrial e técnica.
+
+ [...]
+
+ Não existe portanto hierarquia no campo da técnica, nem tecnologia superior
+ ou inferior; só se pode medir um equipamento tecnológico pela sua capacidade
+ de satisfazer, num determinado meio, as necessidades da sociedade.
+
+ -- 203
diff --git a/events/2011/esc.mdwn b/events/2011/esc.mdwn
index df5ba6a..7e4e42d 100644
--- a/events/2011/esc.mdwn
+++ b/events/2011/esc.mdwn
@@ -1,5 +1,4 @@
-Espectro livre, radio digital e rádio definido por software (SDR) - ESC 2011
-============================================================================
+[[!meta title="Espectro livre, radio digital e rádio definido por software (SDR) - ESC 2011"]]
A grande sacada do SDR é justamente a separação entre o hardware e o software,
transformando o rádio num periférico de um sistema computacional.